O interesse das mulheres no cuidado da pele pode ser visto em todo o mundo ao longo dos séculos. Mas as rotinas de cuidados com a pele mudaram muito ao longo dos anos e são diferentes de um continente para o outro.
Os egípcios usavam óleos essenciais para criar seus próprios cremes antirrugas. Na Roma antiga, esfoliações faciais com ingredientes naturais, como sementes e mel, eram muito populares.
Nos séculos XVI e XVII, produtos naturais eram usados nos cuidados da pele e cosméticos. Ervas, álcool e plantas foram usados para produzir tonificantes, pomadas e unguentos para tratar queixas cutâneas.
O século XX anunciou a era dourada dos produtos de cuidados da pele — uma época em que eles ficaram disponíveis para todas as mulheres, não apenas as ricas.
Como no mundo dos cuidados com a pele de hoje, os modismos chegam e passam. Por exemplo, a década de 20 se resumiu a produtos que proporcionariam uma pele jovem. Isso fazia parte do sentimento vibrante da época, fruto das melindrosas.
A década de 60 viu a chegada do cuidado com a pele em etapas — a rotina de limpeza, tonificação e hidratação que conhecemos hoje.
Na década de 90, as vitaminas foram introduzidas nas fórmulas para ajudar a reduzir os sinais de envelhecimento.
Os anos 2000 foram o boom de cuidados e lançamentos em produtos e tecnologias voltadas para o skincare com produtos funcionais e ativos no filtro solar.
Cuidar da pele virou mania na quarentena – incentivadas pela mídia dos vídeos sem parar e pelo tempo maior que passam em casa, as consumidoras aderiram muito aos tratamentos para o rosto.
Para você ter uma ideia da popularidade do tema na plataforma de vídeos: a hashtag #skincare soma 24 bilhões de visualizações, e subindo; em português, #cuidadoscomapele ultrapassa os 240 milhões. Cuidar da pele deixou de ser um ato mecânico e se tornou quase uma terapia.
O maior problema da popularidade do skincare nas redes sociais é a grande chance de, em vez de melhorar, ele acabar prejudicando a pele. É fundamental filtrar a enxurrada de informações na internet, visto que a maioria dos produtores de conteúdo é amadora. As redes são ótimas para divulgar novidades, mas o acompanhamento da esteticista é vital para a saúde da pele.

